Exposição fotográfica propõe novos olhares sobre Imperatriz e aproxima arte do grande público

Uma exposição que mistura fotografia, pintura, quadrinhos, ilustração e desenho chamou a atenção do público em Imperatriz de 10 a 18 de abril, que propôs um novo olhar sobre a cidade. Idealizado pelo produtor audiovisual João Luciano, que atua há uma década na área, o projeto nasce com o objetivo de fortalecer a cena visual local e ampliar o acesso à arte.

Segundo o produtor, a iniciativa intitulada de ‘Frame: narrativas visuais’ surgiu a partir de um desejo antigo de movimentar o cenário artístico da cidade, aliado à oportunidade proporcionada por editais culturais. “A ideia nasceu do lançamento do edital Mais Festivais, da Lei Paulo Gustavo, por meio da Secma [Secretaria de Estado da Cultura]. Queríamos produzir algo que aquecesse a cena visual em Imperatriz, misturando diferentes linguagens artísticas”, explica.

A curadoria da exposição buscou estabelecer um diálogo entre diferentes universos culturais. As obras selecionadas fazem uma intersecção entre cultura pop e cultura popular, criando uma narrativa diversa tanto em estética quanto em técnica. “As imagens refletem essa miscelânea da cultura imperatrizense, que dialoga com o global sem perder suas raízes regionais”, destaca João.

A proposta da mostra vai além de apresentar imagens, ela convida o público a enxergar a cidade sob novas perspectivas. Para o produtor, a fotografia e o audiovisual têm papel fundamental nesse processo de ressignificação. “Ao aguçar o olhar, conseguimos perceber narrativas em enquadramentos que antes passariam despercebidos. Isso transforma nossa forma de ver o cotidiano”, afirma.

O apoio da Lei Paulo Gustavo foi essencial para que o projeto saísse do papel. Além de viabilizar financeiramente a iniciativa, o incentivo fortaleceu a credibilidade junto a parceiros e reforçou a importância da economia criativa. “Pensamos em um evento para o grande público, respeitando o recurso público e valorizando os artistas e suas obras”, pontua.

Um dos diferenciais da exposição foi a escolha do local: um shopping center. A decisão teve como objetivo democratizar o acesso à arte e alcançar pessoas que, muitas vezes, não frequentam galerias. “Os shoppings são grandes pontos de encontro contemporâneos. Queríamos desmistificar a ideia da obra de arte como algo intocável e aproximá-la das pessoas”, explica. A resposta do público superou as expectativas da organização.

De acordo com João Luciano, há uma demanda crescente por espaços culturais acessíveis na cidade. “Percebemos o quanto Imperatriz clama por mais locais que unam arte e lazer de forma democrática. Esperamos ter acendido uma centelha de inspiração e fortalecido a cena artística local”, afirma.

Para o produtor, contar histórias de Imperatriz por meio da imagem é uma necessidade urgente. “Um povo sem memória visual perde referências de identidade e pertencimento. Existem várias Imperatrizes dentro deste território, e a arte pode nos ajudar a encontrar caminhos para representá-las”, reflete.

João Luciano pontua ainda que dedica essa primeira edição do projeto a todos que contribuíram para a cultura local ao longo dos anos. “Essa edição é para quem já realizou eventos e projetos culturais na cidade e ajudou a manter essa roda girando”, conclui.

Segundo o produtor da exposição, a primeira edição foi dedicada para quem já realizou eventos e projetos culturais em Imperatriz e que ajuda a manter essa roda girando. (Fotografias cedidas pela produção do evento).
Daniela Souza

Jornalista especializada em Assessoria de Comunicação Organizacional e Institucional. Já vivenciou experiências profissionais nas áreas de publicidade e propaganda, produção de documentários, radiojornalismo, assessoria política, repórter do site jornal Correio de Imperatriz e social mídia. Boa parte de suas experiências profissionais foram em assessorias de comunicação institucional de ONGs, com ativismo social voltado para a defesa de direitos humanos, justiça socioambiental e expansão da agroecologia na região do bico do Papagaio; esses trabalhos ocorreram nas cidades de Açailândia, Imperatriz (MA) e Augustinópolis (TO).

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