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Produção agroecológica vira cestas básicas para alimentar famílias do Tocantins

por Daniela Souza
As famílias são da região conhecida como Bico do Papagaio. (Fotos: APATO e MST)

A agroecologia é vida e geram produções de alimentos que visam o bem-estar e a conservação da biodiversidade. É a promoção sustentável da agricultura, sem o uso de contaminantes e que contribuem diretamente para o acesso à alimentos saudáveis para a sociedade.   Essa é a luta diária de centenas de agricultores familiares de comunidades rurais, quilombolas e quebradeiras de coco da região do Bico do Papagaio.

Atualmente no país o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) liberou, somente de janeiro 2019 a maio de 2020, 551 agrotóxicos (uma média de liberação de dois por dia). No entanto, em meio à pandemia, ato de resistência ocorrem diariamente a partir da distribuição de cestas básicas com produtos agroecológicos, produzidos por agricultores familiares.

Desde o dia 29 de maio a Apa-TO tem realizado entrega de cestas básicas agroecológicas

A exemplo, pode ser citado a última ação da Alternativas para Pequena Agricultura no Tocantins (APA-TO) que ao lado de assentados, quebradeiras de coco, quilombolas e agricultores organizados na Cooperamazonia e na  COOAF-Bico , resolveram distribuir cestas básicas a centenas de outras famílias que estavam sem alimentação nesse período de pandemia.

A presidenta da Cooperativa de Produção e Comercialização (COOAF-Bico), de Esperantina, Maria Senhora Carvalho da Silva, relata que a ação foi oportuna e que as organizações APA-TO e a Rede Agroecológica contribuíram de forma significativa com as famílias da região do Bico do Papagaio. “É uma ação muito e que realmente chegou na hora certa que nós precisávamos. Chegou na hora que todos aqui precisavam vender suas produções, e ajudou muito aqueles que estão recebendo e aqueles que venderam os produtos da agricultura familiar”.

A entrega das cestas ocorreu em três etapas. Ao todo 1200 famílias foram beneficiadas.

Maria ressalta ainda que a ação foi muito válida e todos ficaram muito gratos tanto das ações da organização da Rede Bico, quanto das ações dos agricultores ajudar uns aos outros. “Foi uma boa hora que serviu para as organizações e comunidades. Foi importante para refletir que só vai ter uma comercialização justa, se tiver organização da produção: desde a organização até a comercialização. Foi muito bom esse acontecimento”, explica.

Nessa terceira e última etapa de entregas, 200 famílias beneficiadas, dos municípios de Axixá, São Bento, São Sebastião, Araguatins e Esperantina. O Morador do Projeto de Assentamento Santa Cruz 2 (município de Araguatins), o jovem Matheus Santos Filho, técnico em agroecologia, expressou seus agradecimentos relembrando todas as suas vivências no assentamento.

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