Certa vez, em um local onde trabalhava, precisei estimular a autoconfiança enquanto carregava comigo a síndrome da impostora. Era aquele sentimento constante de incapacidade, quando você repete para si mesma, inúmeras vezes, que não consegue fazer as coisas ou carrega consigo inseguranças profissionais.
Foi durante um período de desenvolvimento trabalhando nessa empresa, percebi que, mesmo sem reconhecer minha própria capacidade, sempre haveria alguém que enxergaria meu potencial e destacaria minha inteligência. No entanto, esses reconhecimentos vindos de outras pessoas muitas vezes foram percebidos como uma ameaça a futuras oportunidades por parte de outras mulheres.
Independentemente disso ainda existe uma forte competição entre mulheres dentro das empresas, especialmente na disputa por promoções e cargos de destaque. Esse cenário, muitas vezes, é alimentado por uma cultura corporativa que incentiva a rivalidade em vez da colaboração.
Mas por que falar sobre isso? Porque, muitas vezes, essa competição entre mulheres nasce de um ambiente de trabalho que, ao invés de investimentos ou apoio mútuo, acaba alimentando a ideia de que o sucesso de uma depende da queda da outra. Esse ciclo de comparação e rivalidade faz com que muitas não reconheçam seu verdadeiro potencial e, por consequência, limitem seu próprio crescimento dentro das organizações. Como Sheryl Sandberg destaca em seu livro Faça Acontecer: ‘Líderes precisam encorajar mulheres a ajudar outras mulheres, pois, quando nos apoiamos mutuamente, todas avançamos.’
Essa mudança de mentalidade pode transformar o ambiente de trabalho e abrir caminhos para que mais mulheres alcancem cargos de lideranças
Sendo assim, foi durante esse período, nessa determinada empresa, que passei a ter um olhar diferente quando se tratava de incentivo a outras mulheres. Mesmo que algumas não me incentivassem, fazer a diferença a cada dia foi recompensador, especialmente ao perceber que muitas delas, após anos de dedicação, conseguiram alcançar suas tão sonhadas cargos de confiança.
Neste mês de março, no qual se comemorou o Dia da Mulher, é importante levar o tema da sororidade para dentro das empresas. A competitividade entre mulheres precisa ser transformada em apoio mútuo, pois assim conseguiremos criar ambientes mais inclusivos e fortalecer umas às outras na busca por crescimento profissional e liderança.
Sou formada em Administração e atualmente pós-graduanda em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento de Equipes, com foco em áreas essenciais como gestão de negócios, empreendedorismo e processos administrativos. Nesta coluna do Portal Assobiar, meu objetivo é compartilhar insights sobre como fortalecer equipes e tornar as organizações mais consistentes e eficientes. Além disso, estou cursando MBA em Gestão da Inovação, trazendo uma visão atualizada sobre inovação e competitividade no mundo empresarial, sempre priorizando a saúde mental e promovendo uma abordagem mais saudável e compassiva nas organizações.