Início » Blog » Imperatriz » Artistas realizam atividade artística de rua no bairro São José

Artistas realizam atividade artística de rua no bairro São José

por Daniela Souza

Os moradores do bairro São José tiveram a oportunidade de assistir apresentações da Trupe de Habilidades Circenses e da Jô Peteleco

Foto destacada: Daniel Sena

Na última sexta-feira, 28 de agosto, a Trupe de Habilidades Circenses (THC) e a contadora de histórias, Jô Peteleco, organizaram apresentação artística em uma rua do bairro São José, no município de Imperatriz – MA. Com o uso de máscaras, moradores do bairro puderam prestigiar as apresentações. A atividade contou com a ajuda de cerca de 50 pessoas, entre organizadores e plateia.

Cleiton Viana, o palhaço Graveto, está no universo artístico há quase 10 anos realizando pesquisa. Nos últimos cinco anos tem desenvolvido arte de rua, fazendo malabares com fogo. Segundo ele, a ação no bairro teve como objetivo proporcionar um momento de lazer e atividade lúdica para as crianças. “Queríamos chamar as crianças a terem o primeiro contato com o circo porque em bairros muito afastados é muito difícil verem o circo”, afirma.

Cleiton Viana, em momento de caracterização para o personagem palhaço Graveto. Foto: Daniel Sena

A pequena Monique de Andrade, 11 anos, estudante do quinto ano, ressalta que a atividade lhe deixou muito feliz e que nunca tinha visto o circo antes. “Eu achei o máximo assistir o circo e ver os artistas. Isso serve de incentivo para respeitar o universo artístico. A parte mais legal foi os malabares com fogo”.

Maria de Lourdes Souza, 66 anos, tem 38 netos e expõe que gostou muito da brincadeira, pois seus netos nunca tinham ido ao circo e assistido apresentações por não terem condição financeira. “Gostei demais, também por ver a minha neta sendo uma das artistas, ela apresentando no circo para seus primos e as crianças do bairro. Eu incentivei ela muito, gostei muito de assistir o trabalho dela. Pra mim tem nota 10, toda a equipe que trabalha. Peço que eles prossigam na caminhada porque incentiva muito a quem assiste, não só a respeitar mas como participar também.”

Outro momento marcante dessa atividade artística foi a participação de Sara Silva, moradora do bairro e uma das idealizadoras da ação, ela quis proporcionar esse momento aos colegas, amigos e familiares. Segundo ela, antes de entrar para trupe sempre pensava “nossa, eu queria muito que isso fosse pro meu bairro também. Quando vi, logo pensava que um dia queria fazer na rua que moro”. Sara dá vida a palhaça Cuchá. Há cinco anos iniciou seus treinos com malabares, há mais ou menos três faz apresentações. “No início era mais vivências e treinos. Só depois que comecei a apresentar, a trabalhar com arte de rua”.

A ação artística no bairro foi totalmente gratuita e recebeu apoio de moradores. “Fizemos essa atividade de forma totalmente colaborativa, nós passamos o chapéu porque é uma cultura dos artistas. Foi totalmente gratuito e feito com amor. Nós pensamos que quando a criança tem contato com o circo, a vida toda vão pensar que o primeiro contato com o circo foi na rua, em seu bairro”, afirma o palhaço Graveto, ainda maquiado após a apresentação.

De acordo com Sara, a ideia era fazer um festival de circo este ano, mas foi interrompido por conta da pandemia.  “Quando aqui em Imperatriz deu umas folgas na questão do isolamento social, abriu alguns bares, começou a ter apresentações artísticas, liberaram as praias, então a gente pensou em fazer alguma apresentação, claro que respeitando toda a questão do uso de máscaras, não fazer aglomeração, usar álcool gel, mas fazer algo pra tentar fazer já que ficamos muitos meses parados”, explica.

Sara Silva ao lado do estandarte da Trupe: “Fiquei feliz que mesmo na pandemia a gente tenha feito essa ação no meu bairro”. Foto: Daniel Sena

Ela comenta que “a chama” para a arte surgiu justamente assistindo as apresentações da Trupe realizadas nas ruas de bairros periféricos como o da Caema e em contato com as crianças. “A ideia foi crescendo e sendo amadurecida e eu fico feliz que tenha dado certo hoje. Não deu tanta gente, foi uma quantidade razoável e necessária devido ao momento que temos hoje. Fiquei feliz que mesmo na pandemia a gente tenha feito essa ação no meu bairro”, finaliza.

Você também pode gostar

2 comentários

CS 4 de setembro de 2020 - 20:57

Graveto está certo. Isso vai ficar enraizado na memória dessas crianças. Além da diversão, o circo desperta interesse pela arte e cultura. Que ação incrível!!

Responder
Pedro Arthur Silva Figueiredo 7 de setembro de 2020 - 18:16

A magia do circo é incrivel. Prende nossa atenção para uma magia que vem ao palco, sendo que qualquer lugar pode ser o palco das apresentações. Espero que o projeto possa ser levado a vários bairros da cidade.

Responder

Deixe um comentário

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja bem com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar Leia mais

Política de Privacidade e Cookies