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Organizações de Açailândia-MA lançam campanha de conscientização contra a Covid-19

por Portal Assobiar

A Campanha nasceu a partir do Observatório Popular de Açailândia COVID-19, uma iniciativa da Rede Cidadania

Texto de: Idayane Ferreira

Foto destacada: Fernando Cunha /CC

Na última terça-feira, 25 de agosto, organizações de Açailândia-MA que compõem a Rede Cidadania lançaram a ‘Campanha Coronavírus: o normal é continuar se cuidando!”, com o objetivo de conscientizar a população sobre os cuidados ainda necessário em meio à pandemia. A ação pretende também auxiliar na escuta da população e no controle social das políticas adotadas para a prevenção e enfrentamento à COVID-19 no município.

A Campanha nasceu a partir do Observatório Popular de Açailândia COVID-19, uma iniciativa da Rede Cidadania que teve início em maio de 2020 e reúne pessoas de instituições de defesa aos direitos humanos e socioambientais em torno da temática da pandemia causada pelo novo coronavírus (vírus SARS-CoV-2). Nesse grupo participam algumas entidades, militantes, advogados, pedagogos e professores que estavam preocupados com a ação do município frente à pandemia.

Segundo Leidiane Souza, participante da mobilização, a proposta da Campanha é incentivar as pessoas a continuarem seguindo as orientações e medidas de saúde recomendadas para se prevenir da doença. “’O normal é continuar se cuidando’ é uma campanha de conscientização sobre a COVID-19. Houve uma flexibilização aqui no município, mas a pandemia não acabou. Ainda temos muitos casos, ainda temos muitas pessoas morrendo e as pessoas estão flexibilizando comércios, casa de shows. O vírus ainda está presente no dia a dia e a gente precisa continuar se cuidando para que a gente possa evitar essa possível segunda onda do coronavírus”.

Com o slogan “Nesse momento de pandemia abrace a vida, siga as recomendações de saúde!” , a Campanha deve durar até o final do mês de setembro, com postagens semanais nas redes sociais do Observatório (Instagram:@obspopular e Facebook),  além de panfletagens em pontos específicos da cidade e materiais informativos para as rádios.

O novo coronavírus já matou mais de 120 mil pessoas em todo o Brasil, segundo os dados oficiais atualizados 3.457 dessas mortes ocorreram no Maranhão. O Estado conta atualmente com 152.681 casos confirmados da doença e, conforme o resultado do Inquérito Sorológico apresentado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) na semana passada, a estimativa é de que mais de 2,8 milhões de maranhenses já tenham tido contato com o novo coronavírus, o que corresponde a 40,4% da população. No município de Açailândia, segundo os dados oficiais, o número de casos já ultrapassou os 3 mil e 82 pessoas morreram em decorrência da doença.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, mesmo com parte da população apresentando anticorpos contra a Covid-19, o resultado do estudo não indica imunidade coletiva. “Nesta fase já não se pode falar em imunidade de rebanho. Já temos conhecimento de um caso em Hong Kong de reinfecção, também soubemos de situações semelhantes na Bélgica e na Holanda. Devemos ter cuidados com esses casos de reinfecção, não quer dizer que haverá reinfecção de todos os casos, mas é possível, por isso não poderemos nos descuidar sobre as medidas de prevenção, distanciamento social, uso de máscaras”, afirmou o secretário durante a coletiva de imprensa para apresentação do Inquérito Sorológico.

Sobre o Observatório Popular de Açailândia COVID-19

Lançado oficialmente no dia 30 de maio de 2020, pela Rede Cidadania de Açailândia, o Observatório é coordenado pelo Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos – Carmen Báscaran (CDVDH-CB), com o apoio da Justiça nos Trilhos e a Associação da Comunitária de Pequiá de Baixo. Segundo material de divulgação, Observatório tem por objetivo “monitorar os impactos da pandemia na vida dos açailandenses, sobretudo, entre os mais vulneráveis e, com base no respeito incondicional às pessoas, a verdade e transparência nas informações neste período […]”. 

Leidiane Souza explica que para ajudar a comunidade de Açailândia em relação as questões de políticas públicas frente à pandemia, foram disponibilizados canais nas redes sociais e também um número de telefone que recebe as demandas e procura meios de pressionar o poder público, além de verificar situações que retardam frente à pandemia. “Por exemplo, fizemos uma ação de investigar os furtos que estão ocorrendo com o auxílio emergencial de algumas famílias, também pressionamos em relação aos testes de COVID que não tinham aqui na cidade”.

Outra demanda tratada pelo Observatório é a situação de vulnerabilidade dos venezuelanos que migraram para Açailândia fugindo da crise sociopolítica e econômica que atualmente vivem na Venezuela. Conforme levantamento realizado, no município há mais de 100 venezuelanos, em vários casos são famílias inteiras. “O observatório também abraçou essa questão e vem tentando ajudar a comunidade frente a essas necessidades desse período que estamos passando”, afirma Leidiane. Como uma das ações, o Observatório realizou uma campanha de arrecadação de utensílios para as famílias venezuelanas e também tem oferecido aulas de português.

Para contribuir com as ações do Observatório, receber atendimento jurídico relacionado a alguma problemática ligada a pandemia, realizar denúncia ou sugestões, a população de Açailândia pode entrar em contato pelas redes sociais do Observatório (Instagram:@obspopular e Facebook), pelo telefone (99) 99197-8503, endereço de e-mail: observatoriopopularacai@gmail.com ou na sede do Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos Carmen Bascarán (CDVDH/CB), localizada à Rua Bom Jesus, n? 576, Centro.

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